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title: Qual é o maior gargalo do marketing? A coragem de ser quem você é
description: Entenda o que é verdadeiramente único, especial e intransferível sobre você, seu produto ou sua empresa, e execute em cima disso.
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Não tente ser tudo para todo mundo.

| Exibir no navegador   O Gancho. A newsletter da Hook Digital \| 19.06.2020 Talvez você nunca tenha ouvido falar do Visakan Veerasamy, um dos profissionais de marketing mais criativos e interessantes que conhecemos.   Outro dia, numa conversa informal, perguntaram ao Visa (único apelido possível) qual é o principal gargalo do marketing, o fator que mais limita as chances de sucesso em um projeto que dependa do marketing para atingir seus objetivos.   Ele respondeu com uma única palavra: coragem.   O Paulinho, que estava na conversa, pediu para ele elaborar. O Visa elaborou assim: “Marketing bem feito depende de um posicionamento claro e ousado, o que requer coragem. Porque adotar um posicionamento claro e ousado significa que você será, por definição, diferente de todos os demais. E que você será ignorado, criticado ou sequer entendido por todas as pessoas que não são aquelas a quem você quer servir. Então, o seu trabalho como profissional de marketing é entender o que é verdadeiramente único, especial e intransferível sobre você, seu produto ou sua empresa, e executar em cima disso.”       Bom, na nossa experiência, esse nem sempre é o principal gargalo do marketing. Mas gostamos da provocação do Visa, porque toca em um ponto que nos é muito, muito caro: a ilusão dos recursos ilimitados.   Nenhum time de marketing, em qualquer que seja a empresa, tem a autonomia, o tempo, o orçamento e o foco, entre outros recursos, para fazer tudo o que gostaria (ou deveria) neste exato momento.   Ao contrário: o time de marketing quase sempre está sobrecarregado de atribuições, trabalhando com pouca autonomia e orçamento a conta-gotas, sob a pressão de fazer milagres no curto prazo.   Um dos sintomas disso é a dificuldade em priorizar canais e perfis de cliente, por exemplo. Entre fazer muitas coisas meia-boca ou poucas coisas bem feitas, a gente sabe que, para muitos gestores, a decisão nem sempre é fácil. Mas, para quem espera resultados, é obrigatória.   Quer um exemplo de trabalho de marketing bem feito, nos termos em que o Visa elaborou? Basta pensar na última vez em que você bateu o olho em um serviço, um produto ou um software e teve aquela reação poderosa e imediata: “Isso aqui foi feito para mim, para gente como eu, é a minha cara. Quero saber mais. Onde é que eu assino?”.       Só é possível provocar esse tipo de reação por exclusão, ou seja, quando nós, profissionais de marketing, diante de recursos sempre limitados, tomamos a decisão consciente de servir a este ou aquele público, a um nicho, a um cliente específico.   Quanto mais específico, maior é o impacto. Porque aí já não é só o serviço, produto ou software que importa, e sim aquilo que ele faz pelo cliente, o problema que ele resolve, a identificação que ele cria em quem compra e usa.   Essa já clássica (para padrões da Internet) tirinha ilustra bem o ponto: Em nenhum mercado isso é tão visível quanto no de tecnologia. Não por acaso, circula por aí o termo "opinionated software", ou software com opinião. (Sim, também estamos cansados de buzzwords, mas vamos que vamos.)   Em outras palavras, software que se recusa a ser tudo para todo mundo, que não foi criado para competir em funcionalidades, e sim na forma como ele é usado e por quem.   Este brilhante post do pessoal do UX Collective explica com riqueza de detalhes e exemplos como essa se tornou uma das principais estratégias de posicionamento e diferenciação adotadas por novos entrantes em um mercado ultra-competitivo.       Talvez o exemplo mais marcante dessa tendência seja o hey.com, um novíssimo serviço de email lançado esta semana pelos caras do Basecamp, aquela ferramenta bem conhecida de gestão de projetos.   Pense com a gente: qual foi a última vez em que alguém se importou com um serviço de email desde o lançamento do Gmail, há mais de uma década? Quem teria a audácia de dizer, em uma reunião de produto, que existe gente disposta a pagar — e bem — por isso em um ano como 2020?   Ao reiventar completamente a experiência de uso de uma ferramenta já banalizada como o email, e fazendo um barulho danado sem gastar um tostão em marketing, o exemplo do hey.com dá uma idéia do tamanho da oportunidade que existe para empresas que tiverem a coragem de servir com excelência a alguns, ao invés de tentar servir com mediocridade a todos.       Perdeu as últimas edições? Visite o nosso arquivo. 🗃️ O que estamos fazendo bem? Como podemos melhorar? Clique aqui e dê seu feedback. Um abraço e até a próxima!   Leandro, Tesore e Paulo Sócios-fundadores, Hook Digital Hook Digital, Rua Funchal, 538, 13° andar - Vila Olímpia, São Paulo, SP 04548-005, Brasil Cancelar assinatura |
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